Todos têm certo potencial para ser vilões. Basta uma frase
equivocada, não responder a algumas ligações, não corresponder às expectativas
dos outros. Pode ter certeza. Você já foi a pessoa má, insensível e ingrata da
vida de alguém mesmo sem querer.
Relacionamentos novos só começam porque antigos terminaram.
Para quem foi excluído dessa equação pode parecer que foi você quem praticou o
ato de vilania. Pense nos foras que já deu, nos amigos que decidiu não ver
mais, nas cartas de amor a que não respondeu.
Nem sempre somos os mocinhos de nossa própria história. Na
procura pelo príncipe encantado, é possível pisar em alguns sapos sem perceber.
Isso não significa ser mau-caráter.
Reconhecer que podemos virar persona non grata para alguém é o que faz reavaliar o papel do vilão. Talvez a bruxa que lhe fez mal seja apenas mais uma insegura diante de um espelho buscando autoafirmação. Não há como não se identificar com isso.
É nesse momento que o sapatinho de cristal vira um chinelo
de dedo. Com os pés no chão não é preciso desejar um final feliz para todo
mundo – e é possível compreender que vilões podem ser só pessoas tão comuns
quanto você e eu.Reconhecer que podemos virar persona non grata para alguém é o que faz reavaliar o papel do vilão. Talvez a bruxa que lhe fez mal seja apenas mais uma insegura diante de um espelho buscando autoafirmação. Não há como não se identificar com isso.
*Este texto eu achei em uma revista gloss, achei legal e de muita reflexão, então resolvi compartilhar com vocês*





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